Mateus 6:24 - Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a mamon.
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Mamon é um termo, derivado da
Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes,
mas nem sempre, personificado como uma divindade. A própria palavra é uma
transliteração da palavra hebraica "Mamom"
(מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Como ser, Mammon
representa o terceiro pecado, a Ganância ou Avareza, também o anticristo,
devorador de almas, e um dos sete príncipes do Inferno. Sua aparência é
normalmente relacionada a um nobre de aparência deformada, que carrega um
grande saco de moedas de ouro, e "suborna" os humanos para obter suas
almas. Em outros casos é visto com uma espécie de passáro negro (semelhante ao
Abutre), porém com dentes capazes de estraçalhar as almas humanas que comprara.
História
Na era pré-cristã, conforme
sabemos, eram cultuados muitos deuses (e ainda são). Mamon, contudo, não era o
nome de uma divindade e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro,
riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando
afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas as 17:15 do dia 15 de maio do ano
2015). A palavra, no texto original, também é citada no Evangelho de Mateus:
"Não ajunteis para vós
tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e
roubam mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem traça nem ferrugem
corroem e onde ladrões não minam nem roubam: Para onde está o teu tesouro, aí
estará o seu coração também."
"Ninguém pode servir a
dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e
desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." (Mateus
6:19-21,24)
Desta forma Mamon acabou por
tornar-se, ao longo da história, e devido as diversas traduções da Bíblia, a
representação de uma divindade maligna ou demônio.
O dicionário Webster da língua inglesa define "Mammon"
ou "Mann" ou "Matmon" ou "Mammonas" ou
"Matmel" como: 1) o falso deus da riqueza e da avareza. 2) riquezas considerado
como um objeto de culto e seu exercício ganancioso; riqueza como um mal, mais
ou menos personificado[1].
Winston a define como: 1) riqueza, ganho mundano; 2) cobiça de riquezas;
cupidez[2]. Oxford define: deus da fortuna, que
é considerado mau ou imoral; 'aqueles que cultuam Mammon' são equivalentes a
pessoas gananciosas por dinheiro[3].
Literatura
Para Milton, em sua obra Paraíso Perdido, Mamon é um demônio que
constrói para Satã um palácio com veios de ouro ardente. Goethe, na primeira parte de Fausto, utiliza a palavra em ambos os sentidos
de "ouro" e de "entidade demoníaca".
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